Caixa Geral de Depósitos está a negociar com BEI a duplicação das verbas do JESSICA

14-11-2015

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a negociar com o BEI (Banco de Investimento Europeu) um acordo que permita aplicar as verbas dos reembolsos da fatia dos 75 milhões de euros dos financiamentos concedidos, através do programa JESSICA (Joint European Support for Sustainable Investment in City Areas). De acordo com Jorge Madeira, diretor do departamento de imobiliário (DNI) da CGD, se este acordo se concretizar, "podemos vir a ter umas dezenas de, milhar de euros para juntar ao investimento inicial de 75 milhões de euros", que foi concedido como uma das entidade gestoras deste programa, a par do BPI e do Turismo de Portugal. Jorge Madeira, na sessão de abertura da Semana da Reabilitação do Porto, destacou o interesse que suscitou este programa de investimento destinado à reabilitação de equipamentos e à renovação urbana, junto dos empresários e investidores, e que permitiu - no caso do financiamento contratado pela CGD - gerar investimentos totais de 315 milhões de euros. Na sua opinião, "um euro público gerou oito euros de investimento privado". A linha JESSICA, um instrumento de engenharia financeira, promovido pela Comissão Europeia e desenvolvido pelo BEI, com o apoio do Banco Europeu de Desenvolvimento, teve grande aceitação no mercado nacional, permitindo que "ate ao final do ano (2014) todas as verbas tenham sido alocadas e, neste momento, já estamos a receber reembolsos", destacou o responsável da CGD. A linha JESSICA tem um prazo máximo de reembolso de 15 anos e um prazo máximo de carência de capital de quatro anos. A assinatura do primeiro contrato de financiamento aconteceu em maio de 2012, sendo que em 2013 e 2014, se realizaram as assinaturas dos restantes contratos, ou seja o período de plena execução dos fundos JESSICA. O fim do programa foi em dezembro último.


Crédito à construção e imobiliário

Numa altura em que o mercado está na expetativa do concurso internacional destinado à banca comercial para a distribuição dos financiamentos para a reabilitação, do programa Portugal 2020, que será feito pelo IFRRU - Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, Jorge Madeira destacou, ainda, o crédito concedido à construção e atividades imobiliárias, pelo sistema bancário, aumentou significativamente no 1° semestre de 2015, para os 14,7 milhões de euros, quase que igualando o crédito concedido em 2014, 15,7 milhões de euros. Também a concessão de crédito à habitação, por parte das instituições bancárias, foi de janeiro a agosto de 2015, de 2,4 mil milhões. Ou seja, um crescimento de 71%, face ao mesmo período de 2014, que se situou nos 1,4 mil milhões.

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